2016 - End of Watch


2015 - Finders Keepers


2014 - Revival



Mais um livro "forte" do Stephen King, que apreciei imenso! Este é mesmo uma história de horror. Na minha opinião, daria um excelente argumento para um filme, e não me admirava se fizessem mais uma adaptação cinematográfica desta obra. é um daqueles livros onde, como é hábito no autor, a "viagem" é um prazer enorme. A capacidade de desenvolvimento das personagens e o interesse e empatia que nos faz sentir por elas é uma característica recorrente da escrita de Stephen King, e esta obra é mais uma em que essa experiência é nítida. 
Em termos gerais, acompanhamos a história de vida de Jamie Morton, com 6 anos de idade no início da obra. Ele desenvolve um amor quase paternal por um Reverendo que vai exercer para a pequena cidade onde Jamie vive com a família, e acompanha as experiências que este costuma fazer com electricidade, para fins recreativos. Mas o Reverendo sobre uma grande infelicidade em termos pessoais, e abandona a Fé. Jamie também passa por diversas vicissitudes, mas encontrará o Referendo várias vezes ao longo da vida. 
O romance em si, é uma longa espiral descendente na direcção de um horror de características a meu ver mais clássicas do que é usual encontrar em Stephen King. Fez-me lembrar nalgumas alturas Poe. E fez-me recordar também um filme intitulado "Cigarette Burns", de John Carpenter. Não que o que se passa tenha algo a ver com as referências que menciono, mas sim por algumas sensações que este livro transmite.
O livro tem uma referência ao parque "Joyland", pormenor que achei delicioso. Quem conhece a obra de Stephen King, sabe que há referências cruzadas entre os vários livros, como se de certo modo  todos fizessem parte de uma história maior, que vamos descobrindo enquanto mergulhamos mais fundo na obra.
Pela minha parte, é mais uma grande obra de Stephen King, que de certo modo se reinventa e mantém a originalidade e a riqueza na construção e desenvolvimento das personagens e da história. Altamente recomendado.

2014 - Mr. Mercedes



2013 - Doctor Sleep


Este livro é a continuação da obra intitulada "Shining" (1977), que inspirou Stanley Kubrick a realizar o famoso filme com o mesmo nome. Stephen King no posfácio desta obra, refere que de vez em quando voltava a pensar em Danny, e no que lhe teria sucedido. E é assim que podemos voltar a encontrar Danny Torrance, trinta e seis anos após os terríveis eventos sucedidos no Hotel Overlook, quando ele era criança.
Encontramos Danny a debater-se no início da história com o mesmo problema de alcoolismo que atormentava o pai. O álcool amortece o seu dom, permitindo-lhe descansar o espírito, pois as recordações do Hotel Overlook continuaram sempre presentes, como se, de um certo modo, uma parte de Danny nunca tivesse chegado a sair do Hotel. 
Em termos gerais, a história desenvolve-se em três arcos distintos que progressivamente vão confluindo. Inicialmente, temos Danny lutando contra o alcoolismo e sempre em movimento. Recordamos com ele memórias passadas com o pai, Jack Torrance, com a mãe Wendy, com o amigo Dick Hallorann, bem como assistimos a vários episódios com outras pessoas com quem se vai cruzando, até arranjar um trabalho fixo numa pequena localidade onde acaba por se sentir bem e se instalar. Danny fica a trabalhar num asilo para idosos, onde com o seu dom e juntamente com o gato Azrael, os ajuda quando chega a hora deles "seguirem em frente". 
Podemos também acompanhar a história e o crescimento de Abra, uma menina com os mesmos dotes de Danny, só que muito mais fortes. E ao mesmo tempo, é-nos apresentada uma comunidade de uma espécie de"vampiros" comandada por Rose, que assassina e se alimenta do dom de crianças com capacidades paranormais. 
Estas três histórias cruzam-se no decorrer da obra, oferecendo-nos na minha opinião uma das obras mais fortes e ao mesmo tempo mais encantadoras de Stephen King.

Nota: Já existe edição nacional desta obra, publicada a 14 de Outubro de 2016 pela Bertrand.

2013 - Joyland


Uma obra admirável do Stephen King, escrita em 2013. Com apenas 253 páginas, algo pequena em tamanho para aquilo a que geralmente o autor nos apresenta, com pelo menos o dobro em muitas delas, este Bem-Vindos a Joyland, na edição nacional, lê-se facilmente e com um gosto extraordinário. Faz lembrar um dos melhores contos das suas antologias, apenas bastante maior neste caso.
Stephen estrutura neste livro todos os pilares que na minha opinião sustentam de maneira exemplar a sua escrita: o desenvolvimento da personagens e as inter-relações entre elas. O lado sobrenatural é aqui quase vestigial, quase funcionando como um MacGuffin, se quisermos fazer uma analogia com a linguagem cinematográfica. O que, a meu ver, é algo muito inteligente da parte dele, pois penso que o conceito de "horror" é muito subjectivo e o que pode assustar algumas pessoas visceralmente, para outras pode ser quase patético. Temos assim um romance que para mim constituiu uma muito agradável surpresa, tal como outro que só li recentemente, apesar de ter sido escrito em 1999: A Rapariga que Adorava Tom Gordon. Para mim Stephen King resulta melhor na simplicidade. É talvez por isso que aprecio especialmente as suas antologias e as pequenas obras.

2012 - 22/11/63


Uma história sobre viagens no tempo, um dos meus temas preferidos na ficção-científica aqui numa obra monumental que me deu um enorme prazer a ler. Jake Epping é professor numa pequena localidade do Maine, quando um amigo lhe confidencia ter um portal que permite regressar até 1958. Juntos planeiam tentar evitar o assassínio do Presidente Kennedy, ocorrido em 22 de Novembro de 1963, data que dá o título ao livro. 
Este foi um dos livros de que mais gostei da obra de Stephen King, que constrói uma aventura fantástica, entre relações humanas, viagens no tempo, e perdas e esperanças várias ao longo tanto do passado como do presente. 
A personagem principal do livro, Jake Epping, mostra-nos que mesmo que sejamos livres de voltar ao passado e regressar ao presente as vezes que quisermos, há sempre um preço a pagar pelas decisões que tomamos em qualquer dos tempos da nossa vida. 

2008 - Duma Key


Na minha opinião, esta é uma das obras mais fortes de Stephen King. A personagem principal, Edgar Freemantle, fica sem um braço no decorrer de um acidente, resolvendo refugiar-se na costa da Florida e dedicar-se ao seu passatempo favorito: a pintura. Cedo descobre que os seus dons artísticos se encontram exponencialmente aumentados, e com uma relação directa entre a realidade e o Passado.

2006 - Lisey's Story



2006 - Cell

2005 - The Colorado Kid


Existe edição nacional, publicada pelo Circulo de Leitores. É um livro pequeno, de 139 páginas e bastante difícil de encontrar no mercado nacional de usados. O autor apresenta-nos uma obra distinta do género de fantástico e horror com que habitualmente nos presenteia, compondo aqui um romance de mistério/policial que podia perfeitamente ser um conto englobado numa qualquer das suas antologias, ao invés de ter merecido publicação própria. No entanto, o seu carácter distinto talvez seja o motivo pelo qual mereceu uma edição dedicada. Mesmo assim, tem menos cerca de 100 páginas do que "A Rapariga que Adorava Tom Gordon". Penso que mais pequeno só mesmo o fantástico "Cycle of the Werewolf", com as suas 128 páginas e texto de fonte grande, intercalado com desenhos.
Na obra "O Homem do Colorado", podemos acompanhar Stephanie McCann, uma estagiária do jornal "The Weekly Islander", e a relação de amizade que vai desenvolvendo com os colegas Dave Bowie e Vince Teague, séniores desse mesmo jornal. A história consiste numa série de conversas onde se abordam vários aspectos da vida e acontecimentos passados no jornal e na ilha de Moose-Lookit, em Cincinnati, Ohio, onde se passa a acção. As conversas culminam num caso famoso local, conhecido como "The Colorado Kid", relativo a um homem originário do estado do Colorado, que encontrou a morte na ilha em circunstâncias deveras misteriosas.
É uma obra que considero bastante atípica e que como referi poderia ter sido apenas um conto. Steven King claramente pretendeu abordar um tema diferente do habitual, e em moldes também diferentes em termos de composição literária. Sinceramente, não foi um livro que me agradasse muito. Há uma boa razão para isso, eu regra geral não aprecio o género policial na literatura. Sempre fui mais apologista da ficção-científica, horror e fantástico.

2001 - Dreamcatcher


2001 - Black House



Continuação da obra de 1984 intitulada "The Talisma". Jack Sawyer, agora um ex-polícia com 32 anos, recebe um pedido para ajudar a resolver uma série de crimes, iniciando um percurso que o levará novamente aos Territórios, bem como a ter que entrar numa misteriosa casa negra no interior de uma floresta.

(2000) - The Plant



Esta obra só existe online, estando disponível para download no próprio site oficial do Stephen King. O download pode ser feito aqui: The Plant

1999 - The Girl Who Loved Tom Gordon


Uma pequena pérola, esta obra. Um livro bastante mais pequeno do que aqueles a que geralmente Stephen King nos tem habituado, com cerca de apenas 210 páginas. Mas que na minha opinião, constitui um bom exemplo do melhor que o autor é capaz de conseguir num conto. Penso que este livro deve ser encarado como um conto, que poderia estar numa das antologias de Stephen. É uma história simples mas envolvente, na qual podemos acompanhar as aventuras de Trisha, uma menina da 9 anos, quando se perde numa floresta por se ter afastado do trilho quando passeava com a mãe e o irmão. Acompanhamos o seu deambular pela floresta, sentindo-nos ao pé dela através de todas as dificuldades por que passa. O elemento sobrenatural é aqui muito bem introduzido, não tendo nenhum dos exageros que por vezes acho que estão presentes noutras obras, e sendo aqui superficial, uma presença difusa, mais uma suspeita do que uma certeza. Um conto agradabilíssimo de ler, de que gostei bastante e com um final que achei comovente. Recomendo, tal como as antologias, a quem queira iniciar-se na obra de Stephen King. 

1998 - Bag of Bones


Eis um livro verdadeiramente pesado, realmente triste. Desenvolve-se lentamente, num crescendo que contribui para a sensação de credulidade e faz com que o leitor progressivamente se sinta como um espectador próximo do que está a acontecer.. Na história, acompanhamos Mickey Noonan, um escritor que perde a mulher e que desenvolve logo a seguir um bloqueio de escritor. Para tentar recuperar, decide então ir para a casa de campo para onde o casal ia de vez em quando, vendo-se aos poucos envolvido numa teia emaranhada que mistura o passado e o presente, os vivos e os mortos e aborda abertamente a questão do racismo, tendo como pano de fundo a eterna luta entre o Bem e o Mal. O livro é um drama pungente, onde o elemento sobrenatural se vai impondo muito lentamente, e é uma história que evidencia bem as várias formas de que o Mal se pode revestir e do seu poder corruptor relativamente aos vivos. E neste caso, também aos mortos.

1994 - Insomnia


No seguimento do falecimento da esposa, Ralph Roberts começa a sofrer de insónias que se vão agravando até chegar ao ponto em que pensa que começa a ter alucinações. Na verdade, entra numa dimensão de hiper-realidade onde em função das suas capacidades cognitivas aumentadas, se começa a aperceber que existem muitos níveis de compreensão e dimensões da realidade que não estão acessíveis a todos. 

1992 - Gerald's Game



Um casal realiza um jogo sexual quando o homem morre. Todo o livro é centrado em recordações da esposa, enquanto procura libertar-se das algemas que a prendem à cama. É na minha opinião um livro "feio", que de sinceramente não gostei. Acho que é o livro do Stephen King que menos gostei de ler até hoje. Todavia, isso não quer dizer que não ache a obra boa. Para mim teve o efeito dos "slasher", fazendo uma analogia com o Cinema. Há óptimos filmes "slasher".... eu apenas não aprecio o género. Este é um livro muito pesado, que reúne alguns dos maiores pesadelos da vida real, como incesto, perversões sexuais,  assassínio, profanação, necrofilia e loucura.

1992 - Dolores Claiborne